Ela sente que começa a pisar num terreno perigoso. E que uma vez que se decida a tentar, não vai sair ilesa: tudo tem um preço e ela começar a sentir o valor disso. É uma sensação engraçada, sensação de resignação. De responsabilidade e coerência consigo mesma. Ela sabe como parar, mas não sabe se deve. Na verdade não sente que deve.
Antes, ela podia brincar de devanear. Mas isso foi antes. Agora, é tudo ou nada. E ao contrário da sensação que teve todos esses dias, não sente mais a necessidade de sentir-se segura. Sabe, ou pelo menos começa a sentir, que a vida está de novo a chamando, desta vez, um chamado bem sutil. Parece ser a experiência que ela precisava.
Isso talvez custe caro. Talvez.
O silêncio a absolve de toda a especulação de antes. No silêncio que foi imposto a sua vida agora, ela vai começar a sentir as respostas. E desta vez vai tentar seguí-las.
segunda-feira, abril 11, 2005
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"omini festinatio ex parte diabli est"

Um comentário:
É provavel que o medo de experimentar a vida é o que realmente nos prende aos nossos limites.
A libertação é filha da ousadia.
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