Ele não é mais doce como antes.
Percebe-se no olhar. Ela gosta de ver aquele olhar duro, arrogante. Agora mais que nunca, ele se permite assumir cada vez mais suas posições, seus gostos e principalmente seus ódios. Essa arrogância, a sexualidade tosca, a masculinidade dominadora e poderosa. Todo homem quer sentir-se forte. Porque não?
Ela sabe que ainda falta muito chão pela frente, que mesmo a mais dura das personalidades têm de fletir-se um pouco para não se quebrar. Talvez a vida ensine, talvez ele compreenda. Não se sabe, mas o que ela vê muito a agrada. O primeiro esboço de um obra prima! Um homem senhor de si e de suas vontades!
O gelo está sendo quebrado, ele se despe do glacê e encarna de vez o personagem. Isso é bom e se ver.
É um bom laboratorio e mesmo não sendo verdade, ela gosta de acreditar que tem um dedo nisso. Segue acreditando, até que os saltos se quebrem e os calcanhares voltem para o chão.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
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"omini festinatio ex parte diabli est"

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