“Tranqüilidade? Não. Acho que é só vazio. Ou melhor, lembra um pouco um intervalo. Um intervalo entre coisas já definidas. Porque eu estou definindo cada vez mais minha vida. Já sei onde estou e pra onde quero ir. E pra onde eu quero ir, com certeza, não é esse deserto dos sentidos. Por isso esse é um intervalo. Somente um intervalo.”
Ela sempre fica apreensiva com esse vazio, que não parece ruim, não é desesperador, mas incomoda. Olha as coisas e não as vê como gostaria. Não as sente como gostaria.
A melancolia é seu melhor tempero, mas desconfia que poderia cair na chatice, se tornar uma pessoa melancolicamente maçante. Exagerar o tempero.
A medida certa para esse tempero é a paixão. E a paixão tem estado ausente. Tudo ficou muito técnico.
Não se via mais como algo que pudesse ser jogado fora, ignorado... Quando se olhava no espelho, gostava do que via pela primeira vez na vida e sentia muito por não estar podendo compartilhar isso com ninguém, seja por qual motivo for: falta de interesse, de sensibilidade, de perspicácia... Sabe-se lá.....
Muita gente sem visão. Tanta gente com potencial e sem atitude. Ela se cansou de gastar tempo e energia tentando fazer pau virar pedra.
"Uma poça será sempre uma poça. Assim como um lírio nunca será uma tulipa e uma banana, bom, uma banana nunca será o que realmente quer ser..."
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
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"omini festinatio ex parte diabli est"

Um comentário:
fuga de si mesma para o deserto que é teu vizinho... um encontro entre saudade de si mesma e solidão de sua alma... o mundo ao teus pés e o corpo embaixo das ondas do mar... tumulo vivo de um mundo novo...
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